Falta de água e racionamento: cuidados essenciais com pássaros

Durante períodos de altas temperaturas e temporadas de férias, é comum que muitas cidades recebam um aumento significativo no número de pessoas.

Esse crescimento impacta diretamente o consumo de água.

Ao mesmo tempo, quando as chuvas não abastecem corretamente os reservatórios das empresas de captação e distribuição, a oferta de água pode diminuir nas residências.

A água é um dos pilares da saúde dos pássaros, pois participa da digestão, da absorção de nutrientes, da regulação da temperatura corporal e da eliminação de toxinas.

Qualquer falha nesse cuidado pode comprometer rapidamente a imunidade e o bem-estar.

Mesmo em períodos de racionamento, é possível manter a criação saudável com planejamento e ajustes simples no manejo.

Manter uma reserva de água potável é a primeira medida preventiva. O ideal é adquirir galões de água mineral ou potável, de 5 ou 20 litros, de acordo com o tamanho da criação.

Essa reserva garante que os pássaros não fiquem sem água limpa para beber, mesmo em dias de interrupção no fornecimento.

A água oferecida deve ser sempre limpa, fresca e exclusiva para consumo, sem misturas.

A limpeza dos utensílios também exige atenção especial nesses períodos.

Com menor disponibilidade de água, muitos criadores acabam reduzindo a frequência de higienização, o que favorece o aparecimento de limo, bactérias e fungos.

Uma alternativa prática é deixar os bebedouros de molho em uma bacia com água, lavando todos de uma vez com uma esponja exclusiva para esse uso.

Outro ponto fundamental é suspender o uso de suplementos na água durante o racionamento.

Vitaminas, probióticos e outros produtos adicionados ao bebedouro exigem trocas frequentes, geralmente a cada duas ou três horas.

Quando não é possível garantir essa troca, o uso se torna perigoso, pois a água parada favorece a proliferação de microrganismos.

Durante esse período, o mais seguro é oferecer apenas água limpa, salvo em casos específicos com orientação profissional.

A limpeza do fundo da gaiola também pode ser adaptada. O uso de forro de papel é uma estratégia eficiente para facilitar o manejo diário.

Com ele, é possível remover fezes e restos de alimentos rapidamente, mantendo o ambiente mais seco e limpo, mesmo sem lavagens constantes.

Essa prática reduz odores, diminui a umidade e ajuda a controlar a presença de fungos e bactérias.

Outro cuidado importante envolve a qualidade da água que chega pela rede.

Em situações de baixa pressão, é comum que a água venha turva, com resíduos de terra ou ferrugem acumulados nos canos.

Antes de utilizar a água para os pássaros, o ideal é coletar um copo e observar a transparência. Se a água não estiver completamente limpa, incolor e sem cheiro, ela não deve ser utilizada para consumo dos pássaros nem para a higienização dos utensílios.

O manejo correto evita estresse desnecessário, reduz o risco de doenças intestinais e respiratórias e preserva a imunidade dos pássaros.

Quando o abastecimento de água volta à normalidade, é importante retomar a rotina adequada.

A água dos bebedouros deve ser trocada diariamente, podendo chegar a 2 ou 3 trocas por dia em cidades muito quentes.

 A limpeza regular com água e sabão neutro é essencial para manter o bem-estar, garantir boa hidratação e permitir que o organismo dos pássaros funcione de forma equilibrada.

Cuidar da água é cuidar da base da criação.

Mesmo em épocas difíceis, o planejamento correto permite atravessar períodos de racionamento sem comprometer a saúde, o desempenho e a longevidade dos pássaros.

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